Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), André Tandeta (Tenêncio), Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

27 abril 2017

DIA INTERNACIONAL DO JAZZ – CONCERTO EM CUBA



Desde 2012, o "Dia Internacional Jazz" (30 de abril) foi oficialmente criado pela Organização das Nações Unidas (UNESCO) e por Herbie Hancock seu Embaixador Cultural – já foram realizados concertos oficiais em Nova Iorque (2012), Istambul (2013), Osaka (2014), Paris (2015) e Washington (2016). Este ano acontecerá em Havana, Cuba.
Este Mês de Jazz (Month of Jazz ) também é patrocinado pelo Thelonious Monk Institute of Jazz. (*)
Em cada ocasião, participaram numerosos expoentes do jazz e este ano vão reunir-se os gigantes do jazz na capital cubana Havana como o próprio Herbie Hancock e em ordem alfabética: Ambrose Akinmusire (EUA), Melissa Aldana (Chile), Carl Allen ( EUA), Marc Antoine (França), Richard Bona (Camarões), Till Brönner (Alemanha), A Bu (China), Igor Butman (Federação Russa), Bobby Carcaças (Cuba), Regina Carter (EUA), Kurt Elling (EUA), Kenny Garrett (EUA), Antonio Hart (EUA), Takuya Kuroda (Japão), Ivan Lins (Brasil), Sixto Llorente (Cuba), Marcus Miller (EUA), Youn Sun Nah ( República da Coreia), Julio Padrón (Cuba), Gianluca Petrella (Itália), Gonzalo Rubalcaba (Cuba), Antonio Sánchez (México), Christian Sands (EUA), Esperanza Spalding (EUA), Chucho Valdés (Cuba), Ben Williams (EUA), Cassandra Wilson (EUA), Tarek Yamani (Líbano) Dhafer Youssef (Tunísia), Pancho Amat (Cuba), César López (Cuba) e outros.
"Month of Jazz" culmina todos os anos desde 2012, com esses concertos oficiais em uma capital do mundo, mas também há celebrações musicais semelhantes em muitas outras partes, incluindo Europa e na maioria dos países latino-americanos.
Herbie Hancock e Chucho Valdés são os diretores musicais deste evento. Nos dias anteriores, haverá oficinas, seminários, concertos e master classes oferecidas pelos músicos visitantes e nacionais cubanos.
A proposta da Nações Unidas (UNESCO) para o Mês e Dia Internacional Jazz é - "promover a paz, o diálogo entre diferentes culturas, diversidade, respeito pela dignidade e direitos humanos, eliminar a discriminação, promover a liberdade de expressão, apoiar a igualdade de gênero e fortalecer o papel da juventude na implementação de mudanças sociais ".

(traduzido e adaptado de Noticias de Jazz blog de Pablo Aguirre)

(*) O Thelonious Monk Institute of Jazz é uma organização sem fins lucrativos de educação musical, fundada em 1986 por Thelonious Monk III, filho do falecido músico de jazz Thelonious Monk, pela cantora de ópera Maria Fisher e pelo músico de jazz o trompetista Clark Terry.

O Instituto realiza anualmente o - Thelonious Monk International Jazz Competition desde 1987, e oferecendo uma bolsa de estudos para o- Thelonious Monk Institute of Jazz Performance desde 1995 e organiza programas de educação em jazz em escolas públicas nos EUA e em todo o mundo.

24 abril 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (19)
Abril 25 a 30
25     Earl Bostic, saxofone.alto, Oklahoma, 1913
         Ella Fitzgerald, canto, Virginia, 1917
         Rick Henderson, saxofone.alto, Washington (DC), 1928 
26     Teddy Edwards, saxofone.tenor, Massachusetts, 1924
         Herman Foster, piano, Pensilvania, 1928
         Jimmy Giuffre, clarinete / saxofone, Texas, 1921
         Preston Love, saxofone.alto, Nevada , 1921
         Ma Raney, vocal, Georgia, 1886
         Dave Tough, bateria, Illinois, 1907
27     Denzil Best, bateria, New York, 1917
         Frances Delaney, canto, Virgina, 1914
         Connie Kay, bateria, New York, 1927
         Krzysztof  Komeda, piano / composição, Polonia, 1931
         Matty Matlock, clarinete, Kentucky, 1909
         Sal Mosca, piano, New York, 1927
         Tommy Smith, saxofone.tenor, Inglaterra, 1967
28     Everett Barksdale, guitarra, Michigan, 1910
         Mario Bauza, trumpete, Cuba, 1911
         Blosson  Dearie, canto / piano, New York, 1926
         Steve Khan, guitarra, California, 1947
         John Tchicai, saxofones, Dinamarca, 1936
         Mickey Tucker, piano, Carolina do Norte, 1941
29     Ray Barreto, percussão, New York, 1929
         Duke Ellington, piano / composição / líder, Washington (DC), 1899
         Claus Ogerman, composição / regência, Alemanha, 1930
         Toots Thielmans, harmônica / guitarra, Belgica, 1922
30     Reverendo “Blind” Gary Davis, guitarra / canto, Carolina do Sul, 1896
         Percy Heath, contrabaixo, Carolina do Norte, 1923
         Willie Nelson, canto, Texas, 1933
         Dick Twardzik, piano,  Massachusetts, 1931

                     Retornaremos
Série   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
34ª Parte   -   Módulo III
(34)(c)  BUD POWELL         “O”  Bebop                      (Resenha longa, 05 módulos)

FILMOGRAFIA
São poucos os documentários com a presença de BUD POWELL mas, felizmente, todos eles com atuações ao vivo.    Listamos os 05 (cinco) que nos permitem apreciar a técnica pianística e o “feeling” desse extraordinário mestre do “Bebop”.
01.    Cootie Williams And His Orchestra
        1944, U.S.A., 10 minutos.
        Solos de BUD POWELL, Cootie Williams, Sam Taylor e Eddie Vinson
        Dois números:   “Wild Fire”  e  “Theme”.
02.    Bud Powell  -  Série “Vintage Jazz Collection”.
         1959, Blue Note (de Paris), França
         BUD POWELL(piano), Lucky Thompson(sax.tenor), Jimmy Gourley(guitarra), 
         Pierre Michelot (baixo) e Kenny Clarke (bateria).   
         Temas apresentados:  “Get Happy”,  “John’s Abbey”  e  “Anthropology”.
         1959, Club Saint.Germain, França
   BUD POWELL, Barney Wilen(sax.tenor), Clark Terry(trumpete), Pierre Michelot(baixo) e Kenny Clarke(bateria).
          Temas apresentados: “Crossin’ The Channel”, “No Problem”, “Pie High”, “52th Street Theme”,  “Blues In The Closet”  e  “Miguel’s Party”.
03.    Stopforbud.
         1963, Dinamarca, 12 minutos, direção de J.J.Thorsen, J.Poulsen e A.J.Leth.
          BUD POWELL (piano), Niels.Henning  Ørsted Pedersen (baixo) e baterista não identificável.     Apresentação em trio com comentários de Dexter Gordon.
04.    Piano  Legends  -  Série  “Naipes  do  Jazz”.
         1981, U.S.A., 63 minutos, escrito e dirigido por Burrill Crohn.
          BUD POWELL em 1962 com acompanhantes não identificados, apresentação com comentários de Chick Corea.
05.     Jazz I Montmartre  -  Via Internet pelo site “jazzworld”.
          (?) ano, 5’21”,   BUD POWELL(piano), Niels.Henning  Ørsted Pedersen(baixo) e Jorn Elniff (bateria).    Execução em “up.tempo” do clássico de Parker e Gillespie “Anthropology”, demonstrando a incrível fluência técnica e musical  de Bud nesse andamento.

BIBLIOGRAFIA
Extensas são as referências em livros sobre BUD POWELL, seja pela sua supremacia musical enquanto pianista do “bebop”, seja por representar, ao lado de Charlie Parker, Dizzy Gillespie e poucos mais, a origem da revolução dessa forma a partir do início da década de 40 do século passado.   Sintetizamos a seguir essas referências, com base no que entendemos como mais qualitativo sobre BUD POWELL.
01.     THE  NEW  EDITION  OF  THE  ENCYCLOPEDIA  OF  JAZZ (Leonard Feather, 1ª Edição, 1956 / reimpressão de 1960, U.S.A.), THE  ENCYCLOPEDIA  YEARBOOK  OF  JAZZ (Leonard Feather   &   Ira Gitler, 1ª Edição, 1957, Inglaterra),  THE  ENCYCLOPEDIA  OF  JAZZ  IN  THE  60’s (Leonard Feather, 1ª Edição, 1960 / reimpressão de  1976, U.S.A.) e THE  ENCYCLOPEDIA  OF  JAZZ  IN  THE  70’s (Leonard Feather   &   Ira Gitler, 1ª Edição, 1976 / reimpressão de 1978, U.S.A.).          Toda a coletânea de Leonard Feather (parte da qual com a colaboração de Ira Gitler), dedica verbetes a BUD POWELL, destacando-o como o mestre maior do “bebop” no piano.
02.     A  HISTÓRIA   DO  JAZZ (Barry Ulanov, 1ª Edição no Brasil em 1957, tradução de original americano de 1952), destaca BUD POWELL nas páginas 348/349 iniciando seu relato com o fato dele “tornar o piano parte integral do bop”.
03.     A  HISTÓRIA  DO  JAZZ (Marshall Stearns, 1ª Edição no Brasil em  1964, tradução de original americano de 1962), desfila nas páginas 232/256 um panorama bem vívido do nascimento e do desenvolvimento do “bebop”, com citações sobre BUD POWELL.
04.     O  JAZZ  DO  RAG  AO  ROCK (uma infelicidade de tradução para o título), (Joachim E. Berendt, 1ª Edição no Brasil em 1975, tradução de original alemão de 1971, nas páginas 217/218 pontua que “...No jazz moderno a pianística vem de Art Tatum, mas de BUD POWELL vem o estilo.  Tatum deixou para o JAZZ um estandarte pianístico inalcançável, mas Bud criou uma escola....”
05.     GRAN  ENCICLOPEDIA  DEL  JAZZ (04 volumes da Ed. SARPE, 1ª Edição, 1980, Espanha) dedica as páginas 1189 a 1191 a um bom histórico da vida e da obra de BUD POWELL.
06.     O  PIANO  NO  JAZZ (Roberto Muggiati, 1ª Edição, 1982, Brasil) tece um retrato de BUD nas páginas de 20 até 23, arrematando com o fato de que “..Raros pianistas fizeram tantos seguidores no JAZZ como BUD POWELL, nos Estados Unidos e  no resto do mundo, e seria pura perda de tempo enumerar todos eles...”.
07.     OBRAS  PRIMAS  DO  JAZZ (Luiz Orlando Carneiro, 1ª Edição, 1986, Brasil), relata nas páginas 73/77 as qualidades técnicas e as “obras primas” de BUD, assinalando que    “...BUD POWELL..... foi quem realizou, de modo admirável, a complexa operação de dotar o piano jazzístico de uma linguagem “bop fluente, tão eloqüente como a de Parker no saxofone e a de Dizzy Gillespie no trompete....”.
08.    LA  DANSE  DES  INFIFÈLES, Francis  Paudras, 1ª Edição, Editora L’Instant, 1986, 409 páginas, Paris França.   Prefácio de Bill Evans, texto e fotos (cerca de 1.050) em P&B:   introdução, 56 capítulos (cada um deles com o título de tema de BUD POWELL e “coda”.   De todos os livros escritos sobre JAZZ este é um dos mais importantes  pelo histórico, pela iconografia, pela paixão do autor pelo JAZZ e pelo que significou na vida de BUD POWELL  =  recuperação enquanto esteve na França, vida nova com sucesso e respeito do público, preparo e retorno aos U.S.A.  É importante assinalar que este livro, por seu material temático e  fotográfico, foi a “chave” visual e de roteiro para o filme de Bertrand Tavernier  “Por Volta da Meia Noite”, que rendeu a indicação de Dexter Gordon para o Oscar de melhor ator e o Oscar/1986 de trilha sonora para Herbie Hancock. 
Graças ao nosso amigo “cjubiano” ARLINDO COUTINHO fomos agraciados com convite do Serviço de Divulgação e Relações Culturais dos U.S.A. e da Warner  para assistir à “avant.premiere” dess filme (20 de agosto de 1987, 20 horas, auditório do Consulado Americano no Rio de Janeiro, Av.Presidente Wilson 147), o que fizemos ao lado do COUTINHO e do saudoso Mestre LULA.
09.   THE  MAKING  OF  JAZZ:  A  Compreensive History (James Lincoln Collier, 1ª Edição, 1987, U.S.A.,  reimpressão do original de 1978, Inglaterra), é laudatório sobre a carreira e a influência de BUD POWELL enquanto criador de escola, dedicando-lhe as páginas 387/391.
11.      THE  GREAT  JAZZ  PIANISTS (Len Lyons, 1ª Edição, 1989, U.S.A.), farta-se de citações (assinaladas em 43 páginas) sobre BUD POWELL por todos os grandes pianistas:  sua influência, sua carreira, seus métodos  
12.      JAZZ  HOT  ENCYCLOPÉDIE  -  Bebop (Jacques B. Hess, 1ª Edição, 1989, França) é importante pela abordagem “musical” do “bebop” e pelas páginas 75/77 sobre BUD POWELL, destacando que  “....Sa virtuosité, son attaque d’une puissance terrifiante, son drive irrésistible que donne en tempo ultra-rapide l’impression qu’il pourrair jouer encore plus vite sans rien perdre de son aisance, ...”.
13.     OS  GRANDES  CRIADORES  DO  JAZZ (Gérald Arnaud   &   Jacques Chesnel, 1ª Edição em Portugal em 1989, tradução de original francês de  1985), classifica BUD na página 47 como o estilista perfeito do piano “be-bop” (.....tinha uma necessidade quase obsessiva de exprimir completa e fielmente as idéias musicais que jorravam de seu cérebro...).
14.    LOS  100  MEJORES  DISCOS  DEL  JAZZ (Jorge Garcia,  Federico G. Herraiz,  Federico Gonzales,  Carlos Sampayo, 1ª Edição, 1993, Espanha), destaca BUD POWELL como um “Jazz Giant”: “…fue la encarnación absoluta e irrepetible del piano moderno….”.  O album “Jazz Giants” é um dos 100 recomendados pelos autores, com inteira procedência.
16.     OS  GRANDES  DO  JAZZ   -   05  volumes  +  72  CD’s (Edições del Prado S.A., 1ª Edição mal traduzida para o português em 1996/1997, original da  Espanha), traz no 3º volume as páginas 109/120 com alentada biografia e discografia recomendada de BUD.  O CD agregado à edição contem 12 faixas com boa qualidade técnica de gravação e ótimo repertório (“Tea For Two”, “Lover Come Back To Me”, “Um Poco Loco”, “Glass Enclosure” etc etc).
17.     A  CENTURY  OF  JAZZ  -          A  Hundred  Years  Of  The  Greatest  Music  Ever  Made (Roy Carr, 1ª Edição, 1997, Inglaterra), é uma edição de luxo que nas páginas 58/81 aborda o “bebop”, evidentemente com destaque para BUD POWELL, Parker e Gillespie.
18.   GLOSSÁRIO  DO  JAZZ (Mário Jorge Jacques, 1ª Edição, 2005, Brasil), páginas 247/248, encerra o verbete piano sentenciando que “.....Contudo foi no “bebop” que o piano adquiriu total independência quanto ao acompanhamento da mão esquerda atingindo sua apoteose com BUD POWELL e Thelonius Monk....”.

Retornaremos nos próximos dias com o “Módulo IV”

CRÉDITOS DO PODCAST # 358

LIDER
EXECUTANTES
TEMAS / AUTORES
GRAVAÇÕES LOCAL e DATA
E
L
L
A

F
I
T
Z
G
E
R
A
L
D
Banda de Chico Web formada por: Mario Bauza, Bobby Stark, Taft Jordan (tp), Nat Story, Sandy Williams (tb), Pete Clarke (cl,sa), Edgar Sampson (sa), Teddy McRae (st), Wayman Carver (sbar), Joe Steele (pi), John Trueheart (gt), Bill Thomas (bx), Chick Webb (bat, ldr) Ella Fitzgerald (vcl) e Van Alexander (arranjo)
SING ME A SWING SONG AND LET ME DANCE
(Stanley Adams / Hoagy Carmichael)
New York, 2/junho/1936
Teddy Wilson And His Orchestra: Frank Newton (tp), Benny Morton (tb), Jerry Blake (cl,sa), Teddy McRae (st), Teddy Wilson (pi, ldr) John Trueheart (gt), Leemie Stanfield (bx) Cozy Cole (bat) e Ella Fitzgerald (vcl)
ALL MY LIFE
(Sidney Mitchell / Sam H. Stept)
New York, 17/março/1937
Ella Fitzgerald And Her Famous Orchestra: Ella Fitzgerald (vcl) acc by Dick Vance, Irving "Mouse" Randolph, Taft Jordan (tp), George Matthews, Nat Story, Sandy Williams (tb), Chauncey Haughton (cl,sa), Hilton Jefferson (sa), Teddy McRae, Wayman Carver (st), Ram Ramirez (pi), John Trueheart (gt), Beverly Peer (bx) e Bill Beason (bat)
SUGAR BLUES
(Lucy Fletcher / Clarence Williams) 
New York, 26/janeiro/1940
Ella Fitzgerald (vcl) acc por Renee de Knight (pi), Hy White (gt), Haig Stephens (bx), George Wettling (bat) e os Delta Rhythm Boys (grupo vcl)
IT'S ONLY A PAPER MOON
 (Harold Arlen / E.Y. "Yip" Harburg / Billy Rose)
New York, 27/março/1945
Pete Candoli, Harry "Sweets" Edison, Maynard Ferguson, Conrad Gozzo (tp), Joe Howard, Lloyd Ulyate, Milt Bernhart (tb), George Roberts (b-tb), Herb Geller (sa), Bud Shank (sa, fl), Bob Cooper (st), Ted Nash (st, fl), Chuck Gentry (sbar), Paul Smith (pi), Barney Kessel (gt), Joe Mondragon (bx), Alvin Stoller (bat), Corky Hale (harp), 12 unknown (violinos e  violas), Edgar Lustgarten, Robert La Marchina (cello), Mischa Russell (concert master / violino spalla), Buddy Bregman (arranjo, condução)
ANYTHING GOES
(Cole Porter) 
Los Angeles, 8/fevereiro/1956
A banda de Ellington: Clark Terry, Willie Cook, Cat Anderson, Ray Nance (tp), Quentin Jackson, Britt Woodman, John Sanders (tb), Jimmy Hamilton, Paul Gonsalves (st), Johnny Hodges, Russell Procope (sa), Harry Carney (sbar), Duke Ellington (pi), Jimmy Woode (bx) e  Sam Woodyard (bat
ROCKIN' IN RHYTHM
(Harry Carney / Duke Ellington / Irving Mills)
New York, 26/junho/1957
Orquestra de Nelson Riddle com músicos de estúdio
HEY ALL LAUGHED
(George Gershwin / Ira Gershwin)
Los Angeles, 26/março/1959
Ella Fitzgerald (vcl), Roy Eldridge (tp), Tommy Flanagan (pi), Bill Yancey (bx) e Gus Johnson (bat)
LADY IS A TRAMP
(Lorenz Hart / Richard Rodgers)
Jazz Festival, Juan-les-Pins, Antibes, França, 29/julho/1964
Ella Fitzgerald/Count Basie Orchestra/The Tommy Flanagan Trio : Ella Fitzgerald (vcl), Pete Minger, Paul Cohen, Sonny Cohn, Waymon Reed (tp), Bill Hughes, Mel Wanzo, Frank Hooks, Al Grey (tb), Bobby Plater, Curtis Peagler (sa), Eric Dixon, Jimmy Forrest (st), John Williams (sbar), Tommy Flanagan (pi), Freddie Green (gt), Keter Betts (bx) e  Ed Thigpen (bat)
I CAN'T STOP LOVING YOU LIVE
(Don Gibson) 
Live at "Civic Center", Santa Monica, CA, 2/junho/ 1972
Vic Schoen Orchestra: Ella Fitzgerald (vcl), Ralph Muzzillo, Chuck Genduso, Louis Ruggiero (tp), Billy Pritchard (tb), Bernie Kaufman, Sid Cooper (sa), Sid Rubin, Harold Feldman (st), Moe Wechsler (pi), Hy White (gt), Felix Giobbe (bx), Irv Kluger (bat) e Vic Schoen (condução)
FLYING HOME
(Benny Goodman / Lionel Hampton / Sydney Robin)
New York, 4/outubro/1945
Ella Abraça Jobim/Sings The Antonio Carlos Jobim Songbook: Ella Fitzgerald (vcl), Clark Terry (tp), Zoot Sims (st), Toots Thielemans (hca), Henry Trotter, Mike Lang, Clarence McDonald (keyboards), Joe Pass (gt), Oscar Castro-Neves (gt), Abraham Laboriel (bx), Alex Acuna (bat), Paulinho da Costa (perc) e Erich Bulling (arranjo / condução)
ONE NOTE SAMBA
(Antônio Carlos Jobim / Newton Mendonça)
Hollywood, CA,  setembro/1980 e março /1981
Ella Fitzgerald com o Marty Paich's DekTette : Ella Fitzgerald (vcl) formado por Don Fagerquist, Al Porcino (tp), Bob Enevoldsen (v-tb), Vince DeRosa (fhr), John Kitzmiller (tu), Bud Shank (sa), Bill Holman (st), Med Flory (sbar), Lou Levy (pi), Joe Mondragon (bx), Mel Lewis (bat) e Marty Paich (arranjo / condução)
JUST YOU, JUST ME
(Jesse Greer / Raymond Klages)
Los Angeles, 22/novembro/1958
Ella Fitzgerald (vcl) com Harry "Sweets" Edison, Clark Terry (tp), Zoot Sims, Eddie "Lockjaw" Davis (st), Tommy Flanagan (pi), Joe Pass (gt), Ray Brown (bx) e Louie Bellson (bat)
I'M JUST A LUCKY SO AND SO
(Mack David / Duke Ellington)
Los Angeles, 8/janeiro/1974
Ella Fitzgerald (vcl) e Joe Pass (gt)
DON’T BE THAT AWAY
(Benny Goodman / Mitchell Parish / Edgar Sampson)
Hollywood, CA,
 28/fevereiro
/1986
Louis Armstrong (tp,vcl), Ella Fitzgerald (vcl),  Oscar Peterson (pi), Herb Ellis (gt), Ray Brown (bx) e Buddy Rich (bat)
THEY CAN'T TAKE THAT AWAY FROM ME 
(George Gershwin / Ira Gershwin)
Los Angeles, 16/agosto/1956
Ella Fitzgerald (vcl), Pete Minger, Paul Cohen, Sonny Cohn, Waymon Reed (tp), Bill Hughes, Mel Wanzo, Frank Hooks, Al Grey (tb), Bobby Plater, Curtis Peagler (sa), Eric Dixon, Jimmy Forrest (st), John Williams (sbar), Count Bassie (pi), Freddie Green (gt), Keter Betts (bx) e Ed Thigpen (bat)
C JAM BLUES
(Barney Bigard / Duke Ellington)
Live at "Civic Center", Santa Monica, CA, 2/junho/1972

21 abril 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (18)
Abril, 22 a 24
22     Candido Camero, percussão, Cuba, 1921
         Paul Chambers, contrabaixo, Pensilvania, 1935
         Don Menza, saxofone.tenor, New York, 1936
         Charles Mingus, contrabaixo / composição, Arizona, 1922
         Lou Stein, piano, Pensilvania, 1922
23     Alan Broadbent, piano / composição, Nova Zelandia, 1947
         “Cow Cow” Davenport, piano / vocal, Alabama, 1894
         “Little” Benny Harris, trumpete, New York, 1919
Jimmy Noone, clarinete, Louisiana, 1895
24     “Spanky” DeBrest, contrabaixo, Pensilvania, 1937
         Eddie Cantor, canto, California, 1892
         Johnny Griffin, saxofone.tenor, Illinois, 1928
         Joe Henderson, saxofone.tenor, Ohio, 1937
         Barbra Streisandm vocal / atriz, New York, 1942

  Retornaremos

P O D C A S T # 3 5 8






PARA DOWNLOAD DO ARQUIVO DE ÁUDIO USE O LINK ABAIXO:

http://www84.zippyshare.com/v/2srApv7T/file.html


18 abril 2017

ANIVERSARIANTES  DO  MÊS    -  JAZZ  &  OUTROS (17)
Abril, 19 a 21
19     Tommy Benford, bateria, West Virginia, 1905
         Glauco Masetti, saxofone.alto, Itália, 1922
         William Hill, piano, Arkansas, 1906
         Alexis Korner, guitarra, França, 1928
20     Ran Blake, piano, Massachusetts, 1935
         Tito Puente, percussão, New York, 1920
         Cy Laurie, clarinete, Inglaterra, 1926
         Beaver Harris, bateria, Pensilvania, 1936
         Emile Christian, trombone, Louisiana, 1895
21     Ian Carr, trumpete, Escócia, 1933
         Slide Hampton, trombone, Pensilvania, 1932
         Alfred Lion, produção, Alemanha, 1908
         Mundell, Lowe, guitarra / composição / arranjo, Missouri, 1922
         Clara Ward, canto,  Pensilvania, 1924

Retornaremos

17 abril 2017

Série   “PIANISTAS  DE  JAZZ
Algumas Poucas Linhas Sobre o Piano e os Pianistas
34ª Parte   -   Módulo II
(34)(b)  BUD POWELL         “O”  Bebop                      (Resenha longa, 05 módulos)

A lista qualitativa do crítico literário Harold Bloom intitulada “Greatest Works Of Twentieth-Century American Art” inclui as gravações para a Blue Note de “Un Poco Loco” e “Parisian Thoroughfare” (ambos os temas da autoria de BUD POWELL) nesse rol de preciosidades artísticas.
“Um Poco Loco” particularmente e a nosso juízo (secundando as opiniões de Leonard Feather e de Luiz Orlando Carneiro) é uma autêntica jóia musical, que nos enleva a cada audição dos 03 “takes” (em ascendência) para a Blue Note.
Em 1950 BUD POWELL é detido por posse de narcóticos, internado por 17 meses e submetido a eletrochoques.  Após liberado BUD segue gravando, se apresentando e conseguindo durante algum tempo ficar longe das drogas e do álcool, para  estar com sua mãe na Pensilvânia em 1953, onde compõe a obra prima “Glass Enclosure”. 
Há uma versão segundo a qual o gerente do Birdland à época, Oscar Goldstein (a quem eram atribuídas ligações com o crime organizado) foi “tutor” legal de BUD POWELL e mantinha-o praticamente recluso  -   para poder vigiá-lo permanentemente, levou-o a casar-se com Audrey Hill e segundo essa versão foi para essa condição que BUD compôs “Glass Enclosure”.
Em 1953 tem lugar o famoso concerto no Massey Hall (Toronto, Canadá), com o quinteto escolhido por votação:  Parker, Gillespie, BUD, Mingus e Max Roach, cujas peripécias podem ser lidas naDiscografia”.
Viajou para a Europa pela primeira vez em 1956 com o grupo auto-intitulado “”Birdland 56” (Miles Davis, Lester Young e parte dos componentes do MJQ), com turnês por vários paises, tomando contato com o respeito europeu pela arte e pela cultura negra;   ai iniciou-se sua vontade de viver no velho continente, o que somente veio a ocorrer em 1959, para ali permanecer por 05 anos.   Nessa ida e permanência suas companhias foram foi Altevia Edwards (“Buttercup”) que tornou-se sua esposa nos últimos anos de vida, e seu filho Earl Douglas John Powell.
Em Paris, onde se radicou, apresentou-se constantemente no clube “Le Chat Qui Péche” e formou com Pierre Michelot ao contrabaixo e Kenny Clarke (“Mr Clock”) à bateria, o “The Three Bosses”, que marcou ponto seguidamente no Blue Note parisiense de 1959 a 1962.  Esse trio foi formado após a apresentação de 02/abril/1960 no “Essen Jazz Festival”, Grugahalle, Essen, Alemanha (Coleman Hawkins no sax.tenor, BUD POWELL no piano, Oscar Pettiford ao baixo e Kenny Clarke  à bateria, conforme a  “Discografia”), onde foi calorosamente aplaudido.
Então teve início uma tuberculose pulmonar bilateral que progressivamente aprofundou seu já delicado estado de saúde, levando-o à internação em hospital para tratamento de 1963 até junho/1964 (já então apresentava outra vez como quadro permanente a incapacidade de livrar-se do álcool).   Todavia teve muito apoio moral e pessoal daquele que se tornou  seu amigo, Francis Paudras, “designer”, hospedeiro, acompanhante permanente com quem morou, amante do JAZZ  e, mais tarde, autor da biografia de BUD POWELL (“LA  DANSE  DES  INFIFÈLES” conforme “Bibliografia”) que, inclusive, o acompanhou no retorno aos Estados Unidos em 1964, com o acordo de que após algumas apresentações em sua pátria BUD POWELL retornaria a Paris com Francis.     
Seu retorno ao “Birdland” de New York foi triunfal, em uma apresentação seguida por 07 minutos de aplausos ininterruptos, mas a doença já não mais o deixou;  habituou-se a desaparecer por largos períodos, sendo que uma noite foi encontrado dormindo numa rua do Brooklin, em frente a um hotel e ao lado de vagabundos.   A  Baronesa Pannonica de Koenigswarter, “Nica”, convidou BUD para ficar em sua residência em New Jersey; BUD fugiu uma noite e perambulou sem rumo até ser encontrado em Greenwich Village.
Aquí um pequeno parênteses sobre “Nica”, amiga e benfeitora de muitos músicos de JAZZ,  para lembrar que ela foi homenageada com inúmeros temas  -   “Pannonica” foi título de tema de Thelonius Monk, assim como intitulou temas de Doug Watson e de Donald Byrd, “Cats In My Belfry” foi da autoria de Barry Harris que também compôs “Inca”, Sonny Rollins foi o autor de “Poor Butterfly”, “Blues For Nica” é de  Kenny Drew, “Nica” é de Sonny Clark, “Nica’s Day” é de Wayne Horvitz,  com o título de “Nica’s Dream” Horace Silver compôs o magnífico tema para o qual a cantora Dee Dee Bridgewater fez a letra, “Nica’s Tempo” é de Gigi Grice, “Nica’s Steps Out” é da autoria de Freddie Redd, “Tonica” é de Kenny Dorham, “Thelonica” é do grande Tommy Flanagan, “Weehawken Mad Pad” é do baterista Art Blakey, sendo que Thelonius Monk compôs também em homenagem à Baronesa  os temas “Bolivar Blues”, “Comming On The Hudson” e “Little Butterfly” (com letra de Jon Hendricks):  20 temas que traduzem sua apreciação pelos músicos de JAZZ ! ! !
Francis Paudras, seu benfeitor, retornou a Paris sem BUD POWELL e comentava com seus amigos que “BUD POWELL não sentia mais gosto nem mesmo em  tocar”.
BUD POWELL participou do “Charlie Parker Memorial Concert” (homenagem aos 10 anos do falecimento de “Bird”) no Carnegie Hall, New York, em 1965, em piano.solo que ficou registrado em disco.
Sua derradeira gravação (BUD POWELL ao piano, Scotty Holt no baixo e Rashied Ali à bateria), tem como data 02/janeiro/1966 no “Town Hall” em New York.
Foi hospitalizado (“Kings County Hospital”, Brooklyn) em 17/julho/1966 vindo a falecer de pneumonia no dia 31/julho.  
A Prefeitura local estimou em 5.000 a quantidade de pessoas que saiu às ruas do Harlem para homenageá-lo, enquanto Lee Morgan e o grande pianista e professor Barry Harris tocavam em sua memória.

Retornaremos nos próximos dias com o “Módulo III”